Um mundo só meu
Sirvo-me de uma fonte imaginária que nunca seca,
Transborda de ideias fluidas que liberto ao imaginar,
são gotas num mar nde chuva, de água limpa e água turva
Que me eleva a um alto patamar
Â
Se sonho, escrevo ou desenho, se sinto, rio ou choro,
Se emito uma respiração vibrante e reluzente em cada poro
Então orgulho-me, feliz como ao encontro de um tesouro
Num dia preenchido peo crocitar do corvo.
Â
É quando atingo uma paz de espirito que nem o vácuo suporta,
Como navegar no ondular de uma onda morta
Â
Imagino,penso,crio,faço, num imenso e denso frio
Pois a minha mente quente, é lareira para este brio.
Â
Sou observadora atenta, questiono tudo o que é fisico,
Sou estrela fantasista, num mundo de encantar,
Sou Deus, sou o Diabo e sou tudo o que me é amado,
Sou ou não, mas gosto de o imaginar.
Â
Então a fonte imaginária nunca seca, ja o disse
Nunca morre a nascença, nem se expira de velhice, é eterna
Transcendente ao proprio tempo
Â
Como pão para a pobreza, este serve de alimento.
Â
Teço simples teias na complexidade da mente
E vejo-as florescer num jardim encandescente
Somos nós, jardim de ideias, para sempre
E lado a lado, ombro a ombro, delas fiquei dependente…
Simpática contribuição da autora do Poema, Patricia Valente… ao simpático autor deste blog.
Patricia, Muito Obrigado!!!